O que realmente precisamos saber antes de viajar

Malas, vistos, moeda local, idiomas, como chegar, o que fazer, o que prevenir, o que comprar, quanto custa. O que levar na mala, como se comportar em determinado lugar, como usar o transporte público, onde comer. Dicas de segurança, riscos que podem ser evitados, melhor época para ir, o que não pode faltar, onde se hospedar. O mundo tá cheio de conselhos e dicas práticas a serem seguidas antes de viajar. Não faltam listas, guias e recomendações para quem pretende arrumar as malas e ir. Mas no meio de tanta informação e tanta diferença entre as experiências das pessoas, eu pergunto: o que é mais importante saber antes de viajar?

Certamente o mais importante é a decisão de ir – e a sua capacidade de defender essa decisão. Depois disso, aqui vão os outros conselhos que eu acredito que melhoram a qualidade das viagens. E quem sabe até da vida:

1. Aceite que não existe a hora perfeita para viajar. Já falei sobre isso aqui no blog, mas acho que não custa nada reforçar. A hora perfeita de ir não existe. Sempre poderíamos ter mais tempo, dinheiro, disposição… e por aí vai. Por isso o melhor momento de viajar é aquele que você tem vontade de ir.

2. O lugar perfeito também não existe. Podemos criar nossas expectativas, sonhar muito com um lugar, mas não devemos esquecer que para chegar lá é preciso esperar horas para embarcar no avião, ônibus ou trem, a viagem pode ser cansativa, perder-se no lugar pode ser uma possibilidade, vamos ter que nos adaptar com um horário diferente, comida diferente… entre outros fatores “menos agradáveis” que devemos passar para chegar onde queremos. Mas isso não deveria – e não deve – atrapalhar a nossa viagem em nenhum momento.

Assistir ao nascer do sol em Angkor Wat pode ser perfeito - se você não se importar com a multidão.
Assistir ao nascer do sol em Angkor Wat pode ser perfeito – se você não se importar com a multidão.

3. Não queira ter todas as respostas antes de viajar. Fazer um planejamento e ter expectativas antes de
viajar é normal. Por outro lado, é normalmente um planejamento muito “detalhado” que faz muita gente desistir de ir. Não tente saber tudo com antecedência, não tente prever tudo o que pode acontecer. As chances de que aconteçam coisas ruins são as mesmas chances de que aconteçam coisas boas. Por isso não há razões para desistir.

4. Faça as pazes com as mudanças de planos. Por melhor que seja o plano, às vezes é inevitável: as coisas
podem mudar no caminho e isso não significa que vá ser pior. Aceite as mudanças de planos inesperadas (e até inevitáveis) e se adapte com as novas possibilidades que aparecerão pelo caminho. Muitas vezes essas mudanças são uma sorte, e podem acabar nos levando a lugares incríveis que não estavam incluídos no plano inicial.

5. Aceite as mudanças e as diferenças. Além de aceitar as mudanças de planos, aceite também as diferenças
de cada lugar. Não saia de casa com preconceitos, esterótipos ou conclusões precipitadas sobre as outras culturas. Deixe o mundo mostrar quem ele é e quem somos nós de verdade – uma oportunidade que só as viagens e as mudanças proporcionam.

6. Aprecie o instante. Fotos são muito importantes para ajudar a memória a lembrar de tudo mais tarde, mas apreciar o instante e os lugares com os próprios olhos (e não com as lentes da câmera) é essencial. Pare um pouco e respire. Saia do “piloto automático”, afinal, você não precisa estar fazendo algo o tempo todo.

7. Reconheça o simples e o essencial. Enquanto no nosso dia a dia temos acesso a tudo e mais um pouco do que precisamos, viajar pode devolver aquela sensação do que é realmente essencial no nosso trajeto e devolver nossa consideração pelas coisas simples da vida. Não precisamos de muito, apenas do que é essencial. Como dizem por aí, “menos é mais”.

Uma garrafa de água gelada no Deserto do Saara - apenas o essencial.
Uma garrafa de água gelada no Deserto do Saara – apenas o essencial.

8. Saudade não é doença. Estar longe da família e dos amigos nem sempre é fácil, mas quem não viaja por medo de sentir muita falta deles, acaba renunciando a inúmeras amizades que poderiam ser feitas pelo caminho(e que graças a internet, é possível manter contato depois). Só as viagens proporcionam essa chance de conhecer gente do outro lado do mundo e que dificilmente conheceríamos se não tivéssemos viajado. É quase um exercício de desapego desse sentimento de possessão que temos com muita gente e uma lição de que despedidas são como um ciclo – e que até podem até reforçar as relações na volta.

9. Tudo é uma coisa só. O mundo está conectado entre si. As culturas e povos se misturam, muitas vezes a história de um país passa pela história de outro. E viajar nos permite ver e perceber essas conexões e ligações entre países, culturas e pessoas. Por isso observe, estude e busque entender essas relações pelo mundo e tenha cuidado com o que você transmite por aí.

10. Não estamos sozinhos. Viajar nos deixa de igual para igual com o resto do mundo. Não somos o centro do
planeta e o nosso país não melhor que o de ninguém. Quando viajamos, somos apresentados a incontáveis maneiras de vida, de relações, de entendimento e nenhuma é melhor ou pior do que outra, apenas diferente. É preciso ter empatia e respeito com as diversidades que encontramos para perceber que, no final, somos todos iguais porque somos todos diferentes.

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