Sem ter pressa, mas sem perder tempo

Era o dia 22 de fevereiro de 2011 e eu acordei com a triste notícia de que a cidade onde eu fiz intercâmbio na Nova Zelândia em 2007, tinha sido completamente destruída por um terremoto. No geral, terremotos são causadores de grande destruição e sofrimento. Faltavam apenas 3 meses para eu finalmente voltar lá para uma visita e apesar do alívio de saber que minha host family e meus amigos estavam bem, eu sabia que definitivamente as coisas já não seriam mais as mesmas.

Eu tinha muita vontade de rever aquele lugar. Quando eu falava da minha vontade de voltar, muitas pessoas me diziam “pra quê a pressa? Quando der você volta, o lugar não vai desaparecer”. Errado. Cheguei lá com quatro meses de atraso para realizar o que eu mais queria naquele momento: rever Christchurch. A cidade ficou tão destruída que foi “fechada”, praticamente todos os moradores dos bairros mais afetados tiveram que deixar as suas casas (ou o que restou delas), buscar outro lugar e ao invés da tranquilidade que eu vivi durante o meu intercâmbio, encontrei apenas medo e insegurança.

A vida é assim. As coisas terminam sem aviso prévio, sem sinal, sem preparação. Uma prova contrária para quem acredita que as coisas, os lugares e as oportunidades existem pra sempre, que podem esperar. De uma hora para outra, tudo muda. Tudo acaba. Cidades, oportunidades e pessoas. Por isso, um aviso: não adie as suas vontades, não pense que mais tarde você ainda terá as mesmas chances que tem agora. Siga os seus sonhos (todos), sem pressa mas sem perder tempo.

Nunca se sabe como o mundo vai estar amanhã, nunca se sabe como a nossa vida vai estar mais tarde, nunca se sabe como nós vamos estar. Não espere a “hora certa” para fazer o que você mais deseja porque o universo não espera. Não deixe “a cidade do seu intercâmbio” escapar assim, enquanto você espera… pra descobrir que, na verdade, não deveria ter esperado.

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13 comentários sobre “Sem ter pressa, mas sem perder tempo

  1. Obrigada pela mensagem de motivação! Às vezes tudo que precisamos é um empurrãozinho, uma lente de contato pra enxergar as coisas mais de perto, ver o que é mais importante de verdade pra nós. Sinto muito pela sua cidade de intercâmbio, uma lástima!

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  2. Adorei. Primeiro, você escreve muito bem.
    Segundo, cada hora está em um canto do mundo, eu adoraria poder fazer o mesmo ❤ e imagino como você deve ter se sentido quando ficou sabendo do terremoto :~ sei que deveremos fazer tudo o que queremos o quanto antes, pois nunca sabemos o dia de amanhã.. seu post só abriu ainda mais meus olhos em relação a isso 🙂 obrigado!

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