Abuso animal: exclua do seu roteiro

A primeira vez que eu vi um elefante no Camboja carregando turistas pelos templos de Angkor Wat, fiquei muito assustada e sem saber muito bem no que pensar sobre aquela cena. Algumas horas depois vi um outro elefante desmaiado de exasutão e de calor no meio dos templos, e aí tive uma certeza: esse tipo de passeio não é bonito, nem justo, nem legal e muito menos necessário. Um ano depois na Tailândia, vi essa cena se repetindo diversas vezes – vários elefantes carregando pessoas pelas cidades, andando na mesma pista dos carros e motos.

Pagar alguns dólares para andar de elefante na Ásia, tirar fotos com tigres ou com golfinhos, jogar moedas para “tartarugas da sorte” pode parecer algo inofensivo durante uma viagem de férias, quando raramente pensamos nas consequências dos nossos atos, mas na verdade tudo isso é uma forma de financiar a exploração animal na indústria do turismo.

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Turistas andando de elefante na Tailândia.

Conhecer a fauna local é uma parte importante de qualquer viagem, mas cabe a cada um ser consciente e saber diferenciar o que é “conhecer” e o que é “explorar e abusar”. Infelizmente há muitos países que oferecem diversas atrações turísticas baseadas na exploração animal – são lugares famosos e de grande procura pelos turistas. Posso citar alguns como Sea World, nos Estados Unidos,  Zoo Luján, na Argentina, Templo dos Tigres, na Tailândia, os parques de macacos na Indonésia… estes são apenas alguns exemplos dos milhares de lugares que existem assim pelo mundo todo.

Se você está considerando visitar alguma atração turística que ofereça a possibilidade de aproximação e “selfies” com os animais, desconfie e pense melhor. Não é natural abraçar leões, tirar fotos com tigres, ver macacos dançando, andar de elefante na cidade, segurar tartarugas marinhas para tirar fotos e nem sentar em corais. Cada ato desses é uma maneira de financiar e fazer com que essa indústria abusiva continue, afinal só existe a oferta pois existe a demanda (que infelizmente cresce a cada ano).

No entanto, a boa notícia é que existem locais onde é possível estar em contato com os animais, mas um contato sadio – sem abuso e sem que eles sejam tratados como ferramenta de trabalho. Não são locais onde você vai poder se aproximar tanto deles, mas é onde você terá a oportunidade de vê-los no seu habitat natural, sem correntes, coleiras, ameaças ou maus tratos. Antes de planejar qualquer visita, informe-se bem sobre o local ou organização e faça sua escolha de forma responsável.

Agências de turismo de diversos países europeus já baniram a inclusão no roteiro de passeios que abusam os animais e páginas como TripAdvisor também já excluíram as empresas que oferecem atividades ilegais ou abusivas com animais. Agora só falta que mais viajantes e turistas independentes parem de fechar os olhos para esse tipo de abuso e sejam mais conscientes durante a viagem.

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